domingo, 7 de agosto de 2011

O BICHO FOLHARAL

Minha avó era uma exímia contadora de histórias. Por isso eu e meus primos sentávamos ao lado dela à noite para ouvi-la contar mais uma. Dessa vez foi a história do bicho folharal.

Segundo ela, havia um macaco e uma onça que viviam em constante estado de alerta, pois um queria ser mais esperto do que o outro para, no momento oportuno, abocanhar um ao outro. Contudo fingiam-se de amigos, na verdade se tratavam de compadre e comadre.

O compadre macaco, certa feita, preparou uma armadilha para a comadre onça. Fez um buraco em frente da casa dele e se fez de desavisado para atrair atenção da "amiga".

Essa, ao observar que o seu compradre estava numa posição de desatenção, não hesitou em correr em direção a ele pronto para dar-lhe "um abraço". Não esperava, no entanto, que tudo não passasse de uma armadilha na qual caiu direitinho.

Ao se ver presa no buraco, comadre onça começou a chorar e a pedir que seu compadre a tirasse daquela situação.

Compadre macaco, embora desconfiado, ficou com dó da comadre e prometeu tirar-lhe, o que aconteceu após várias tentativas.

Comadre onça, ao se ver livre da armadilha, olhou para o compadre com tanta fúria, e dessa vez não procurou escondê-la. Saiu em disparada atrás do compadre macaco, que já estava atrás de uma árvore. Este sumiu das paragens e a onça nunca mais o viu.

Tempos depois aparecia na vizinhança um animal bastante estranho, autodenominado bicho folharal. Ninguém sequer imaginava que se tratava do compadre macaco disfarçado debaixo de muitas folhas coladas com uma espécie de resina conseguida na mata.

Até hoje a comadre onça está à espera de seu compadre para acerta as contas com ele.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O HERÓI DA CIÊNCIA*

José era visto pela vizinhança como um rapaz muito estranho. Todas as tardes quando chegava da escola ia embrenhar-se na floresta. Ficava horas a fio ouvindo o canto dos pássaros e o ruído de outros animais que habitavam aquelas matas.

Os pais de José ficavam preocupados ao vê-lo não se importar com coisas que a maioria dos jovens de sua idade gostava: festas, conversas com moças e rapazes do lugarejo em que vivia. Ele já contava 15 anos.

O rapaz só tinha olhos para uma caderneta marrom que guardava a sete chaves em sua gaveta. Vez por outra acrescentava na tal caderneta um dado novo e novamente a escondia.

Era fascinado por animais e plantas e sonhava um dia, quando adulto, trabalhar no Museu Goeldi. Os poucos momentos em que passava em casa, gastava-o assistindo a documentários sobre a vida de animais e plantas.

Os animais também pareciam gostar dele. Sempre que o viam, demonstravam, de alguma forma, que estavam contentes com sua presença.

Conhecia um por um os habitantes daquelas matas e até nomeou alguns que lhe eram mais chegados.

 Bom dia, d. Capitu, disse para a anta, que parecia também vir cumprimentá-lo.

 Como vai, seu Donato, falou para o quati, que sempre se aproximava quando sentia sua presença.

Certa vez, no meio da mata, ouviu um canto diferente do que se acostumara a ouvir. Era um pássaro novo que se mudara para aquelas paragens. José não perdeu tempo, foi logo saber de quem se tratava.

Mesmo quando pescava, ou fazia alguma outra atividade na mata, sempre ficava atento para um ruído novo.

Num Sábado pela manhã, José entrou cedo na floresta e, à tardinha, quando normalmente retornava para casa, não apareceu.

Pela manhã, os vizinhos puseram-se a procurá-lo. Tudo em vão. Retornaram a busca no dia seguinte. Já quando estavam desistindo da busca, encontraram-no rodeado de alguns animais, todos com ar de tristeza. José estava agonizante. Fora atingido por uma bala de algum caçador inescrupuloso. Horas depois estava morto. Antes de morrer, porém, pediu que não jogassem ou rasgassem aquela caderneta. Era muito importante para ele. Seus pais assim o fizeram.

Alguns anos depois, quando a população já nem lembrava mais daquele moço estranho, apareceu uma equipe de pesquisadores para fazer um levantamento daquela mata. Tomaram conhecimento da tal caderneta de anotação de José.

Diante do que viram, ficaram extasiados.  Este jovem fez um levanta-mento minucioso da fauna e flora locais. Os pesquisadores fizeram um estudo do material e, um ano depois, saía uma publicação com os dados que José trouxera à tona.

Aquele moço estranho passou a ser visto como um exemplo de dedicação à ciência e seu nome foi lembrado para batizar aquele bosque. Dizem que até hoje pode-se ouvir o choro dos animais com saudades de José.

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* COSTA, Lairson. Insanidades.Belém: L & A Editora, 2003.

ASSOMBRAÇÃO?

Meu pai me contou essa história acontecida quando ele tinha aproximadamente sete anos.
Como nossa casa ficava ao lado da casa de minha avó, que por sua vez ficava ao lado da casa de minha tia, a parentada toda se reunia à noite para conversar no grande terreiro formado por nossas três casas.

Numa dessas noites, meus avós deixaram meu pai dormindo sozinho em casa. De repente, ouviram um barulho de choro aterrorizante. Era ele que se assustara com alguma coisa que no momento não fora identificada. Como meu pai continuasse em estado de choque e chorando muito, minha bisa, que era rezadeira, começou a dar-lhe passe para que ele se acalmasse.

Depois desse acontecimento e cessado o choro, todos foram dormir.

Qual não foi a surpresa quando pela manhã a vizinha chega perguntando se alguém da família havia visto um papagaio que fugira durante a noite.

Ao ouvir a vizinha contar esse desaparecimento, logo perceberam que o que papai havia visto, e dado como assombração, não passara de um papagaio fugido que fizera barulho e com isso o assustara. Todos começaram a rir e até hoje essa história é contada por meus tios.

sábado, 7 de maio de 2011

ANIVERSÁRIO DA REVOLBANDA

Convidamos a todos para o grande evento em comemoração ao primeiro aniversário da Revolbanda, que acontecerá no dia 25 de junho, a partir das 19h30, no ginásio da Escola Batista do Benguí.

Além da Revolbanda, teremos a participação do Ministério de Louvor do Catalina II e do DJ Silas Som.

Estamos preparando um evento muito especial para você. Participe!

Os ingressos antecipados custarão apenas dois reais e darão direito a sorteio de um celular, uma bicicleta e um televisor. Em breve divulgaremos os locais de venda desses ingressos.

Segue abaixo o endereço do site das duas músicas que já estão tocando nas rádios.

http://www.recantodasletras.com.br/audios/cancoes/40649

http://www.recantodasletras.com.br/audios/cancoes/40648



HISTÓRICO

Diferentemente do que podem pensar alguns, a Revoldanda não é uma banda de revoltados, mas um ministério de louvor composto por jovens que se porpoõem a ser revolucionários na obra de Deus por meio da música. Surgiu na Igreja Quadrangular do Catalina II sob a liderança de Mateus Costa, vocalista da banda. Além dele fazem parte do grupo Farias, no contrabaixo; Leo, na bateria; Júnior, na Guitarra; Lucas, no teclado; e Pedra, nos metais.

A banda começou cantando músicas de cantores nacionais, principalmente forró e suingueira. Exemplo disso é a música "Adorador" - Banda Louvadaê.

Agora a banda já está com 25 músicas autorais, sendo que duas delas já estão tocando nas rádios de Belém: "Tó com você" e "Firmado na Rocha". Os compositores são Mateus Costa e Renato Ferreira, que também é responsável pela coreogragia do grupo que vai se apresentar com a Revolbanda no show: Taíssa e Raíssa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia 23 de abril, realizaremos na Praça da Matriz de Mosqueiro, a partir das 19 horas, o projeto "Poesia e rios de livros na praça". Será um evento lítero-musical, com exposição de livros, varal de poesia, fotograrias etc. Às 18 horas, concentrar-nos-emos no local onde está sendo construída a Biblioteca de Mosqueiro - ao lado da Escola Inglês de Souza -, para daí sairmos em cortejo poético para a Praça da Vila.

Você que é poeta, escritor, cantor, compositor etc. não pode faltar.

domingo, 27 de março de 2011

O REI DO NORTE

SOU LEÃO DO NORTE,
SOU BRAVO,
SOU FORTE.
ENFRENTO A BATALHA,
NÃO FUJO DA LUTA,
GUERREIRO EU SOU.
NÃO ME ASSUSTAM ÁGUIAS,
PANTERAS, GALOS, MAPARÁS,
TARTARUGAS E DRAGÕES.
NÃO TEMO LOBISOMEM, MULA-SEM-CABEÇA,
CURUPIRA E COBRA-GRANDE,
QUE DIRÁ BICHO-PAPÃO!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

UMA EXPERIÊNCIA E TANTO


Por conta da interdição por que passa o aeroporto de Itaituba, a viagem até o município precisa ser feita até Santarém, de onde se pega um ônibus e depois um barco para chegar ao município considerado o segundo mais importante da Região do Tapajós. A viagem de ônibus pode durar de 8 a 12 horas, de acordo com a maior ou menor intensidade de chuva na região.
Na ida levamos cerca de nove horas e meia e a viagem, embora com as trepidações devido aos inúmeros buracos da estrada, não apresentou nada de anormal.
A volta, com a chuva torrencial que durou várias horas em Itaituba, já tinha sido anunciada como difícil. Mas ainda assim estava otimista de que não aconteceria o que muitos diziam: - tivemos que ajudar a empurrar o ônibus para tirar ele do atoleiro.
Lá pelas onze horas nos deparamos com uma cena que, segundo os moradores locais, é constante naquelas paragens quando chove: uma ponte quebrou por não suportar o peso de um caminhão com sua carga. A carroceria do veículo ficou totalmente tombada.
Restavam-nos duas alternativas: esperar a chegada de outro ônibus vindo de Santarém e fazer a troca de passageiros – o que deveria acontecer lá pelas tantas da madrugada – ou “encarar” o pequeno e arriscado espaço que sobrava entre o caminhão e uma espécie de vala e mato. Após “criterioso” estudo dos motoristas – um deles portava uma lanterna que mal se comparava à iluminação proporcionada por dez vaga-lumes – e dos vários “especialistas” passageiros de plantão, o ônibus partiu para a aventura de atravessar aquele obstáculo.
De repente o veículo ficou tão inclinado que ameaçava virar em cima da carroceria do caminhão. Foi então que os motoristas convocaram os homens para literalmente apoiarem o veículo para que não virasse. Lá fomos nós para o cumprimento da tarefa. O ônibus passou e não tocou, como se pensou, o caminhão.
Para nossa surpresa o ônibus ameaçou a virar para o outro lado. Agora os motoristas então nos pediram para apoiá-lo do outro lado. Confesso que me acovardei. Pensei: - Se virasse para cima do caminhão não nos afetaria, mas se virar para o outro lado dificilmente escaparemos. Lembrei de um velho ditado que a mãe de um amigo meu vivia repetindo ao filho: “Mais vale um covarde vivo do que um herói morto”.
Dois dos bravos passageiros quase são jogados vala abaixo. Felizmente o ônibus passou vitorioso debaixo dos aplausos de todos.
Ufa! Que alívio.
Depois do caso passado, vejo que mesmo com todos esses atropelos valeu a pena conhecer Itaituba. Não vou esquecer daquela orla e daquele rio maravilhosos, onde tomei tacacá e mingau de banana e também fiz caminhadas.
Relatei este fato para chamar a atenção dos que estão em eminência no município e no estado a fim de tratarem melhor essa cidade tão bela e de darem aos seus habitantes condições de viajar para os municípios mais próximos, e aos turistas o prazer de desfrutar de uma terra rica em belezas naturais.

Lairson Costa

HISTÓRIA DE MENTIROSO

Ele era considerado o cabra mais mentiroso da redondeza. Embora sabendo que eram mentiras, muitos se ajuntavam em torno dele para ouvir os famosos causos.

Desta feita, ele saiu-se com essa:

- Certa vez, quando vinha das bandas de Itaituba para Santarém, atolei numa região famosa pelo número de onças que ali habitava. Tinha tanta onça, mas tanta onça que a noite ficava iluminada pelo grandes olhos desses animais. Como sabia que poderia virar jantar se saísse do carro aquela hora, tranquei-o muito bem e me fingi de morto até adormecer.

Quando acordei, meio atordoado ainda, pensei que estava chovendo, pois vi os dois parabrisas do carro indo de um lado a outro. Quando abri mais os olhos percebi que eram duas onças sentadas em cima do capout balançando o rabo. Com o susto, dei várias buzinadas. As danadas correram em disparada. Pra minha sorte, logo apareceram dois veículos que me ajudaram a sair daquele atoleiro. Ufa! Foi um susto e tanto.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CASO DE POLÍCIA













Esta ninguém me contou. Eu ouvi com meus próprios ouvidos, que a terra haverá de comer, espero não tão cedo.

Vinha de minha costumeira caminhada matinal, quando prosaicamente um soldado de um dos batalhões da Polícia Militar de Belém pergunta para outro: - Sabes quem tem um aparelho de som pra vender? Até aí tudo bem. O colega interrogado não teve tempo de responder.

Um terceiro policial, que estava do outro lado da rua - mas ouvira a pergunta do colega, apressou-se em dar a resposta:

- Um bandido que nos prendemo faz algum tempo tem um monte de bagulho pra vender. Vai lá com ele.

Isso tudo de maneira bem natural, sem nenhum pudor, como se fosse a coisa mais comum do mundo e sem se importar com minha passagem pelo local.

Fiquei pensando: - Nas mãos de quem está a segurança de nossa cidade? Muitas vezes nas de policiais corruptos que negociam com os próprios bandidos o fruto do roubo a cidadãos que pagam seus impostos para terem o mínimo de segurança. Quantos desses cidadãos já não pagaram com a própria vida a audácia desses meliantes, que veem em muitos dos que deveriam nos proteger um aliado.

sábado, 20 de novembro de 2010

O ano de 1973 trouxe a Belém um homem que, por meio da pregação do Evangelho de Jesus, mudaria a sorte de muitas famílias paraenses. A exemplo de Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundadores da Assembleia de Deus no Pará e no Brasil, ele também, inspirado por Deus, escolheu esta terra para fazer tremular a bandeira do Evangelho (Quadrangular), anunciando que Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e em breve voltará.

Júlio Rosa, em O Evangelho Quadrangular no Brasil (1977), nos fala de um misterioso Volks Azul e seus ocupantes, que teriam de percorrer cerca de 3.500 km para chegar a Belém do Pará. Os passageiros do Volks eram os missionários Josué Bengtson e seu sogro Demétrio Maestri. A chegada aconteceu a 15 de outubro.

Já no dia 22 começava um programa na Rádio Guajará, no qual Josué Bengtson falava diariamente ao povo do Pará.

A primeira reunião, que marca a fundação dessa Igreja no Pará, foi realizada no dia 20 de novembro, uma terça-feira, com cerca de 300 pessoas, na Av, Benjamim Constant, 239, em um salão alugado.

Em 2 de fevereiro de 1974 é feita a compra do terreno situado na Travessa Timbó, 1212 – Pedreira, atual sede da IEQ.
Em 5 de abril de 1974 é iniciada a construção do Pavilhão da Trav. Timbó, inaugurado em 2 de junho desse ano. A transferência do salão da Benjamim para o Pavilhão da Timbó foi marcado por um desfile pela Av. Pedro Miranda, que foi acompanhado por cerca de 20 mil pessoas. Nesse ano tem início a Corrente das Sete Bênçãos, que, assim como o Corredor dos Milagres, é uma das mais tradicionais reuniões da Igreja. É ainda nesse ano, no dia 3 de novembro, que acontece o primeiro grande batismo da IEQ, em que mais de 1.400 pessoas são imersas nas águas, dando início aos tradicionais batismos anuais, quando milhares de pessoas dão testemunho público de sua conversão a Jesus.
Da Pedreira, a Igreja expandiu-se para outros bairros de Belém (Jurunas, Marambaia, Canudos, Icoaraci, etc.), para outros municípios (Cametá, a primeira obra do interior; Castanhal; etc.) e para outros Estados das Regiões Norte (Manaus, Amapá, etc.) e Nordeste (Maranhão, Piauí, etc.).
A abertura de novas obras e de tabernáculos não parou mais de crescer.
Surge em fevereiro de 1976 o primeiro Instituto Bíblico Quadrangular do Norte do Brasil, hoje Instituto Teológico Quadrangular, que tem importante participação na formação de novos obreiros. Seu primeiro diretor foi o Rev. Demétrio Maestri, sendo a atual diretora a Reva. Eurides Obalski.

Em 1983 vai ao ar o primeiro programa da Prece Poderosa na TV e desde aí nunca mais saiu do ar.
Em ? , graças à cooperação de seus membros, a IEQ compra a então Rádio Guajará, hoje FM Liberdade.

• OS PIONEIEROS

Nesses 36 anos, centenas de missionários, pastores e obreiros deram sua contribuição efetiva para a expansão desta obra. Dentre estes, destacamos o Rev. Pedro Antipas, primeiro missionário a auxiliar o Rev. Josué Bengtson no início da Igreja; os Revs. Roberto Gronmosk, Demétrio Maestri, Guaracy Silveira, Luis Telles, Marilene Bengtson, assim como os obreiros Ismael Troitinho e Eunice Barbosa Silva.

• FORMAÇÃO DOS GRUPOS MISSIONÁRIOS E DIACONATO
Com o crescimento da Igreja, foi necessária a formação de Grupos, hoje divididos da seguinte maneira:
Grupo Missionário de Mulheres
Grupo Missionário de Jovens
Grupo Missionário de Homens
Grupo Missionário de Crianças
Grupo Missionário de Adolescentes
Diaconato


• IMPLANTAÇÃO DOS MINISTÉRIOS ENCONTRO COM DEUS, ENCONTROS DE CASAIS E DE JOVENS COM CRISTO

Visando aperfeiçoar a qualidade de vida espiritual de seus membros, a IEQ implantou o Encontro com Deus, por onde já passaram milhares de homens e mulheres.
O Encontro com Deus propiciou uma visão mais alargada do crescimento da Igreja, surgindo daí a Visão da Igreja em Células.
A IEQ implantou ainda o Encontro de Casais com Cristo, que tem o objetivo de levar casais de diferentes denominações, evangélicas ou não, a terem um encontro com Jesus. Milhares de casais foram beneficiados por esta programação, tendo seus casamentos restaurados ou solidificados ainda mais.
O Encontro de Jovens com Cristo também é uma realidade na IEQ. Da mesma maneira, jovens de várias denominações saem desse Encontro abençoados.

• PARTICIPAÇÃO NA POLÍTICA
A Igreja não poderia deixar de participar também da vida política do Estado. Foi assim que em ? elegeu o seu primeiro representante para a Câmara Municipal de Belém, o irmão Manoel Coelho. Foram ainda escolhidos como representantes políticos da IEQ os prs. Guaracy Silveira (Dep. Estadual), Martinho Carmona (Deputado Estadual), Paulo Queiroz (Vereador), Everaldo Moreira (Vereador), Josué Bengtson (Deputado Federal) e Rai Tavares (Vereadora). Além de outros representantes nos vários municípios do Pará.

• PARTICIPAÇÃO SOCIAL

A Igreja Quadrangular tem se mostrado atuante não somente no compromisso com a saúde espiritual de seus membros, mas também no atendimento social destes. Exemplo disso são os consultórios odontológicos espalhados pelas regiões.

• GRANDE PROJETO
A construção da nova Catedral da Timbó, com capacidade para ... pessoas. O novo prédio contará com auditório, salas de reuniões para os diversos ministérios da Igreja e já está em fase de acabamento. É mais uma conquista da família Quadrangular.




http://www.youtube.com/watch?v=peoTBjzcW5I

sábado, 23 de outubro de 2010

Estou em São Luís desde o dia 18, onde vim participar do I CONGRESSO DE DIALETOLOGIA E SOCIOLINGUÍSTICA. Hoje parto para Fortaleza para me encontrar com minha esposa, para comemorarmos os aniversário de nossa filha Taíssa.

O congresso, embora tenha havido pontos negativos - alguns básicos para um congresso internacional, foi no geral um rico aprendizado. Destaco as mesas redondas e os minicursos. Participei do minicurso ministrado pela profa. Marta Scherr sobre o goldvarb, que muito ajudará na minha dissertação de mestrado sobre o uso do tu e do você no falar paraense. As comunicações sobre esse tema foram logicamente as que mais me atraíram e os contatos com os pesquisadores ministrantes foram o ponto alto.

Escolhi para minha estada na cidade o hotel San Fernando pelo preço convidativo e por estar localizado numa das áreas mais bonitas de São Luís, a litorânea do Calhau. Ambiente propício para se contemplar a natureza, caminhar e degustar o que a cidade tem de melhor da gastronomia. No local, há excelentes barracas e restaurantes.

É claro que não deixei de ir ao centro histórico da cidade, onde pude participar da caminhada promovida pela V Mostra de Arte do Sesc.

Já estou sentindo saudades desta cidade tão rica de cultura.

Agora vou pegar o voo para Fortaleza. Até mais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DEZ NOMES MAIS LEMBRADOS PARA DEPUTADO FEDERAL E ESTADUAL

Segundo o blog do professor Edir Veiga, Bilhetim (de 10 de setembro), estes são os dez nomes mais votados no Estado para deputado federal e deputado estadual nas eleições de 2010. O professor, contudo, não explica como foi feita esta pesquisa.

FEDEERAL


"1- Wlad Costa
2- Priante
3- Elcione
4- Jordy
5- Gerson Peres
6- Lira Maia
7- Asdrúbal
8- Zequinha Marinha
9- Zenaldo Coutinho
10- Josué Bengtson

Sem candidato: 48%"

ESTADUAL

"1- Edmilson Rodrigues
2- Josefina
3- Antônio Rocha
4- Júnior Ferrari
5- Pioneiro
6- Tião Miranda
7- Luiz Rebelo
8- Alexandre Von
9- Titan
10- Márcio Miranda

Sem candidato: 43%"

domingo, 25 de julho de 2010

O TRÂNSITO*

O pai saíra de manhã para levar a filha à escola. Estavam atrasados; o trânsito de Belém ficara congestionado.
Na João Paulo II, o motorista que ia à frente parece “empacar”. O pai buzinou várias vezes, de repente, como o “Hulk” do cinema, um homem fardado sai do carro, furioso, e dá dois tiros certeiros no peito de quem ousara buzinar.
O caixão estava na capela do cemitério. Enquanto os amigos faziam as últimas homenagens, a filha relembrava aquela cena trágica. Alguém a desperta daquele momento: - Precisamos fechar o caixão.

* Conto baseado em fato real. Feito para participar de concurso de contos curtos, com no máximo 560 paralavras.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

TORNEIO DE TÊNIS DE MESA EM MOSCOU


Da esquerda para a direita: Mauro Macedo, Pedro Abraão (campeão do torneio), eu e Tony Nakauchi.








Foi um grande sucesso o torneio de tênis de mesa realizado no dia 10 de julho na praça da Vila, em Mosqueiro.

O evento iniciou com a exibição dos mesatenistas Mauro Macedo e Tony Nakauchi, várias vezes campeões da modalidade. As jogadas de ambos os atletas entusiasmaram os jovens, adultos e crianças presentes no evento.

Em seguida, houve o desafio lançado aos presentes: pegar saques de Mauro e Tony. A fila ficou imensa, todos querendo pegar um saque de dois dos mais respeitados mesatenistas do Pará. Após várias tentativas seguidas, alguns poucos conseguiram a proeza de pegar o saque. Os felizardos ganharam brindes ofertados pela L & A Editora.

Chegou então a hora do esperado torneio: Como havia muitos inscritos, a opção foi fazermos a primeira e segunda rodadas de mata-mata de 11 pontos. As semifinais e finais tiveram rodada normal de 3 sets de 11 pontos. O vencedor foi o jovem Pedro Abraão, morador do bairro da Marambaia (foto acima).

Mais uma vez ficou provado que o tênis de mesa é um dos esportes mais populares. Aproveito para dar a ideia ao Agente Distrital Ivan Santos e ao Prefeito Duciomar Costa de construírem nas praças de Mosqueiro mesas de tênis de cimento, o que daria mais oportunidade de os jovens da Ilha praticarem esse esporte.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

TORNEIO DE TÊNIS DE MESA EM MOSQUEIRO




Como parte das comemorações dos 115 anos da Bucólica, acontecerá no dia 10 de julho, às 20h, na praça da Vila, um torneio de tênis de mesa.

Poderão participar moradores de Mosqueiro e turistas, de 12 a 80 anos. Para isso, basta inscreverem-se gratuitamente 1 hora antes do início dos jogos.

Os mesatenistas Mauro Macedo e Tony Nakauchi, várias vezes campeões paraenses, farão exibição aos presentes. Haverá brindes para quem pegar saques.

Na ocasião será relançado o livro Tênis de Mesa no Pará, de Mauro Macedo e Lairson Costa, livro pioneiro no Brasil, que conta a história do tênis paraense por meio de notas de 1949 até 2008.

A organização do evento é do professor Lairson Costa. Mais informações pelos fones 9154-5720, 8251-7940.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

MOSQUEIRO, PURA POESIA

A Bucólica serviu de inspiração para poetas, compositores, músicos e dançarinos que estiveram no sarau comemorativo aos 115 anos de fundação da Ilha, ocorrido, dia 3 de julho, na Rua Santa Tereza, 14 - Ariramba, à beira da piscina.

Estiveram presentes poetas de Mosqueiro, componentes da quadrilha Sedução Mosqueirense, do Instituto Cultural Extremo Norte, do Boi da Terra, do Bloco da Canalha, do jornal de Mosqueiro, além de outros convidados.

A reunião ocorreu de forma bastante descontraída, com os poetas Rui do Carmo, Renato Gusmão, Márcio Galvão, Apolo Caratateua, Tchello d'Barros, Marcelo Bittencourt, Anderson, Araújo revezando-se em dizer poemas e cantando em homenagem a ilustre aniversariante.

O ambiente estava tão agradável que o que seria para encerrar às 23h estendeu-se até às 2h. A lua e as estrelas foram generosas com os poetas.


Viva Mosqueiro!

domingo, 27 de junho de 2010

FORRÓ POÉTICO*



Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo ...


José Fernandes e Luiz Gonzaga








A lua e as estrelas conspiraram para transformar a noite de ontem numa das mais belas do mês de junho e permitiram a ocorrência de um dos saraus mais inspirados de que já participei.

Estou falando do “Forró poético” organizado pelo Instituto Cultural Extremo Norte, que aconteceu ontem no quintal do poeta e escritor Rui do Carmo, um dos componentes e líderes da instituição. Além de poetas do Extremo Norte, estavam presentes componentes do Boi da Terra e do Bloco da Canalha.

Fui o primeiro a chegar, e ao entrar no quintal pude ver o esmero com que o ambiente foi preparado, com uma decoração que em tudo lembrava as festas juninas.

Os demais convidados foram chegando e em pouco tempo o quintal estava repleto de poetas, compositores, músicos, cantores etc.


















Conforme a proposta da festa, os convidados traziam os comes-e-bebes. As mulheres ficaram responsáveis pela comida; os homens, pela bebida. O certo é que o menu estava de tirar qualquer um do regime. Havia mingau de milho, sarapatel, tortas doces e salgadas e muitas outras delícias.

Os donos da festa, Rui e Léliam, foram perfeitos anfitriões, recebendo a todos com aquele jeito de quem tem prazer de recepcionar. Embora fosse a minha primeira ida a um encontro de poetas do Extremo Norte, logo me senti à vontade.

Rui deu as boas-vindas, como não poderia deixar de ser, com um poema e depois dele outros se seguiram. Todos com muito entusiasmo e eloquência.



Não posso deixar de registrar a “inveja santa” que me deu ao ver a lucidez e poder de memória da Vovó Naná – de 84 anos - ao dizer um poema que poucos são capazes de recitar, e com as devidas entonações, dada a extensão deste.

Outro ponto alto do “Forró Poético” foi a música, da melhor qualidade.

Dia 3 de julho** (sábado), acontecerá um sarau em homenagem aos 115 anos de Mosqueiro, que terá a participação de membros desse Instituto. Espero que esse evento alcance idêntico sucesso.

Parabéns ao Instituto Cultural Extremo Norte pela bela festa.

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* Fonte das fotos: Arquivo da escritora Necy Bonfim (divulgadas no Orkut)
** O evento acontecerá na Rua Santa Tereza, 14 – Ariramba (próximo ao Point do Alemão e da Barraca do Toda).


















segunda-feira, 21 de junho de 2010

LIXO NAS ESTRADAS


Após a boa partida do Brasil contra a Costa do Marfim, eu e Socorro resolvemos comer uma tapioquinha e tomar mingau de milho na Tapiocaria da Vila de Mosqueiro.

Durante a viagem, conversávamos sobre vários assuntos e veio à baila a falta de educação de muitos passageiros de veículos, tanto particulares quanto coletivos, com relação ao lixo por eles produzido.

Observamos que esses passageiros não exitam em jogar para fora dos carros os mais diversos tipos de materiais: sacos de pipoca, sacos e palitos de picolé, copos descartáveis e, por incrível que pareça, até cocos.

Essas cenas são comuns no trânsito de nosso Estado e, além dos danos causados à natureza, esses objetos podem provocar acidentes de trânsito e até mortes.

Sugerimos que esses transportes tenham cestos ou sacos plásticos para recolher o lixo produzido por seus passageiros, a fim de que nossas estradas fiquem mais limpas e evitemos futuros acidentes por esse motivo.

domingo, 20 de junho de 2010

BRASIL ASSEGURA VAGA NAS OITAVAS DE FINAL*


Aos poucos a seleção de Dunga vai ganhando a confiança da torcida brasileira. No jogo de hoje, contra a Costa do Marfim, ainda não apresentou o futebol arte tão ao gosto do brasileiro, mas já mostrou atitude, partindo para cima do adversário com lances que mostraram ao mesmo tempo o potencial coletivo e individual de nossa seleção.

Luís Fabiano – o Fabuloso – , que desde 2009 não marcava pela seleção brasileira, finalmente “desencabulou” e aos 25 minutos do primeiro tempo colocou o Brasil na frente, depois do passe de Kaká, que teve boa atuação hoje. É bom lembrar que os marfinenses até então jogavam melhor do que os brasileiros.

A partir do primeiro gol, o Brasil passou a dominar o jogo e, no segundo tempo, novamente o Fabuloso marca o segundo gol do Brasil, aos 5 minutos de jogo.

O terceiro gol veio dos pés de Elano, aos 17 minutos, após passe novamente de Kaká.

Quando todos pensavam que o Brasil faria mais gols, novo descuido da zaga brasileira permitiu que Drogba, considerado a estrela da Costa de Marfim, diminuísse o placar.

A tônica do segundo tempo, principalmente nos momentos finais, foram as entradas violentas dos jogadores marfinenses. Após fazer o terceiro gol do Brasil, Elano é duramente atingido por Tieté, fazendo com que o craque brasileiro saísse de campo amparado e sem conseguir firmar um dos pés no chão. Felizmente a imprensa noticiou não ter sido nada grave e o jogador estará no próximo jogo do Brasil.

Esse antijogo irritou os jogadores brasileiros, principalmente Kaká, que insistentemente cobrava uma atitude disciplinar do juiz Stephane Lannoy em relação aos marfinenses. O camisa 10 do Brasil, contudo, foi quem acabou sendo injustamente expulso de campo, após o marfinense Keita ter simulado receber uma cotovelada do jogador brasileiro.

No jogo contra Portugal da próxima sexta-feira, dia 25, em Durban, jogadores e torcida brasileiros estarão mais tranquilos, já que nossa seleção está garantida para a próxima fase. Esperamos, portanto, que tenhamos em campo o futebol que tanto encanta o mundo.

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* Fonte da foto: http://oglobo.globo.com/esportes/copa2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MORRE JOSÉ SARAMAGO, ESCRITOR PORTUGUÊS


José Saramago, considerado um dos maiores expoentes da literatura mundial, morreu hoje (18), às 12h30, aos 87 anos. Segundo informação da família do autor, ele estava em sua casa em Lanzarote, Ilhas Canárias, na Espanha, onde vivia com a esposa Pilar del Rio desde 1993.

Saramago sofria de leucemia e ultimamente foi internado várias vezes por apresentar problemas respiratórios.

O corpo do escritor está sendo velado na Biblioteca que leva seu nome, em Lanzarote, e será levado para Lisboa, onde deverá ser cremado no dia 20 no cemitério Alto de São João.

José Saramago nasceu em Portugal no dia 16 de novembro de 1922, numa pequena aldeia chamada Azinhaga, no Ribatejo.

Aos dois anos mudou com a família para Lisboa. Filho de pais pobres, teve de abandonar os estudos secundários aos 12 anos.

Ateu e comunista, o autor teve grande atuação política e sempre se preocupou com as injustiças provocadas pelo poder econômico. A igreja também foi alvo constante de suas críticas.

Seus livros mais conhecidos são “Memorial do Convento” (1982), “O ano da morte de Ricardo Reis” (1984), “O evangelho segundo Jesus Cristo” (1991) – proibido em Portugal em 1992 –, “A jangada de pedra” e “A viagem do elefante” e “Ensaio sobre a Cegueira” (1998) – transformado em película pelo cineasta Fernando Meirelles. O mais recente foi “Caim”, escrito em 2009.

Além desses, escreveu "Terra do pecado" (romance, 1947). "Os poemas possíveis", "Provavelmente alegria" e "O ano de 1993" (poemas escritos entre 1966 e 1975), "Manual de pintura e caligrafia" (1977), "Objeto quase" (contos, 1978) e a peça "A noite" (1979).

O autor recebeu em 1995 o Prêmio Camões pelo conjunto da obra e em 1998, o Nobel de Literatura.

Considerado um pessimista convicto, disse em discurso feito em Madri por ocasião da apresentação de "As pequenas memórias", em 2008: "Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário".

Fontes: http://www.josesaramago.org/; http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/06/morre-aos-87-o-escritor-jose-saramago.html

Quem sou eu

Belém, Pará, Brazil
Professor de Língua Portuguesa do Instituto Federal do Pará e Revisor de Textos da Universidade Federal do Pará. Especialista em Teoria Literária e aluno do Mestrado em Linguística/UFPA. Recebeu o prêmio Jabuti em 2001 como editor do livro "A Família Canuto e a Luta Camponesa na Amazônia", de Carlos Cartaxo. Autor dos livros Insanidades, Mosqueiro em Versos, Mosqueiro – Pura Poesia, CEFET – História que inspira poesia, Contando Histórias, Tênis de Mesa no Pará (coautoria com Mauro Macedo), Orientações para a produção textual... (coautoria com José dos Anjos Oliveira), Igreja do Evangelho Quadrangular..., Um Encanto de Ilha e Instituto Federal do Pará: 100 anos de educação profissional. Lançou os CDs Tributo a Mosqueiro e Um Encanto de Ilha.